A Lei da Selva
Na Selva Primordial, onde instinto é a única lei e a cadeia alimentar é brutal, um predador descobre que existe algo pior que a fome.
A Caçada
O sol nasceu vermelho sobre a Selva Primordial. Os animais sabiam o que isso significava: sangue antes do meio-dia.
Rex Titanicus ergueu a cabeça. Não por orgulho — por necessidade. O vento carregava um cheiro que não pertencia à Selva. Algo de outro cenário havia cruzado a fronteira.
Pantera Sombria, Lobo Alfa, Gorilla Sage sentiram também. A matilha se formou em silêncio — sem palavras, sem liderança declarada. Apenas instinto puro.
O Intruso
A criatura era um eco distorcido — um resíduo da Grande Fratura que havia encontrado caminho até a Selva. Não era carne. Não era espírito. Era fome, pura e cristalizada.
O predador reconheceu a fome. Era idêntica à sua. Mas sem limites. Sem regras. Sem o ciclo que mantém a Selva viva.
— Narração
A Defesa
A batalha não foi épica como nos contos dos titãs. Foi brutal, silenciosa, instintiva. Rex Titanicus atacou primeiro — não por coragem, mas porque era assim que a Selva funcionava. O mais forte vai primeiro. O mais forte sangra primeiro.
A criatura caiu. A Selva absorveu seus restos como absorve tudo: sem cerimônia, sem luto, sem memória.
O Legado
O sol se pôs sobre a Selva Primordial. Amanhã, a caçada recomeça. Sempre recomeça. Isso não é crueldade — é a verdade mais antiga do multiverso: a vida só continua porque algo morre para alimentá-la.
Rex Titanicus fechou os olhos. Não por cansaço. Por respeito ao que foi caçado.