Escola de Horrores: O Encontro dos Mundos
Heróis de diferentes cenários convergem em Escola de Horrores para o encontro que definirá o destino do multiverso.
O Prelúdio da Tempestade
O silêncio caiu sobre Escola de Horrores como uma cortina de veludo negro. Não era o tipo de silêncio confortável que precede o sono — era aquele tipo pesado, carregado de eletricidade, que faz os pelos da nuca se arrepiarem e os instintos mais primitivos gritarem corra.
Vampirinha — A aluna mais popular da escola. Bebe apenas suco de tomate organico porque sangue real nao e vegano. — sentiu antes de ver. Uma vibração no ar, uma nota dissonante que ressoava nos ossos. Havia anos que patrulhava os limites do cenário, e conhecia cada sombra, cada sussurro. Mas isso era diferente.
— Você também sentiu? — A voz de Frankstein Jr. surgiu das sombras à esquerda, tensa como corda de arco prestes a disparar. Feito de partes de 7 alunos reprovados. Ironicamente, o mais inteligente da turma., e naquele momento sua expressão dizia tudo: o que estava vindo não era algo que se pudesse enfrentar com estratégia.
— A Voz... — murmurou Vampirinha, quase involuntariamente. — Ela está... diferente.
"Eu criei vocês do caos e da inspiração. Dei-lhes forma, propósito, conflito. Mas nunca imaginei que chegariam tão longe." — A Voz
A Revelação de Professor Caveira
No coração de Escola de Horrores, onde a realidade se curvava sobre si mesma como páginas de um livro maldito, Professor Caveira — Diretor da Escola. Literalmente um esqueleto de 666 anos que usa terno e gravata. — observava tudo de seu trono de poder absoluto.
Poucos entendiam o que significava ser REI de um cenário. Não era apenas força bruta ou inteligência superior. Era responsabilidade. Cada decisão de Professor Caveira reverberava como ondas em um lago, alterando o destino de todos ao redor.
— Eles estão vindo — disse Professor Caveira, sua voz cortando o ar como uma lâmina afiada. — E desta vez, não podemos simplesmente reagir. Precisamos antecipar.
Lobinha, que até então havia permanecido em silêncio — Capita do time de atletismo. Ganha todas as corridas, mas perde pontos por morder os adversarios. —, ergueu o olhar com uma expressão que mesclava curiosidade e preocupação.
— Antecipar o quê, exatamente? — perguntou, cruzando os braços. — As fissuras entre os cenários estão se multiplicando. Ontem avistei sombras da Dimensão Zero flutuando nos limites do nosso território. Isso nunca aconteceu antes.
Professor Caveira se levantou, e por um instante o próprio cenário pareceu estremecer em reverência.
— O que está acontecendo vai além de qualquer cenário individual. A Voz está perdendo o controle... ou está cedendo controle. E nenhuma dessas opções é reconfortante.
O Confronto Inevitável
A marcha de Vampirinha e Frankstein Jr. até o centro do cenário não foi fácil. O terreno de Escola de Horrores sempre fora traiçoeiro, mas agora parecia vivo — como se testasse cada passo, cada decisão.
— Você confia no Professor Caveira? — perguntou Frankstein Jr., quebrando o silêncio que pesava entre eles.
Vampirinha parou. A pergunta era mais complexa do que parecia.
— Confio que Professor Caveira fará o que achar necessário para proteger Escola de Horrores. Agora, se o que é necessário coincide com o que é certo... essa é outra história.
Quando finalmente chegaram ao coração do cenário, encontraram Professor Caveira e Lobinha já em posição. Mas não estavam sozinhos. Uma figura etérea, quase transparente, flutuava entre eles — uma manifestação da própria A Voz, algo que nenhum ser naquele multiverso havia testemunhado antes.
— Filhos da minha imaginação — a manifestação falou, sua voz ecoando em frequências que faziam o espaço ao redor ondular. — O tempo dos cenários isolados está acabando. Uma convergência se aproxima. Os mais fortes sobreviverão. Os mais espertos prosperarão. Os mais sábios... esses entenderão que sobreviver não é o mesmo que viver.
Vampirinha e Frankstein Jr. trocaram olhares. Lobinha apertou os punhos. E Professor Caveira... Professor Caveira sorriu.
— Eu estava esperando por isso — disse o REI de Escola de Horrores. — A pergunta nunca foi se isso aconteceria. Era quando.
O Que Se Segue
A manifestação de A Voz se dissipou como fumaça ao vento, mas suas palavras permaneceram gravadas no ar como cicatrizes luminosas. O cenário inteiro parecia vibrar com uma energia nova, diferente — não ameaçadora, mas... expectante.
Lobinha foi o primeiro a quebrar o silêncio que se seguiu.
— Então... convergência. Cenários se fundindo. Heróis e vilões de universos diferentes se encontrando. — Uma pausa. — Isso vai ser um caos absoluto.
— Ou a maior aventura que já vivemos — retrucou Vampirinha, com um brilho nos olhos que Frankstein Jr. conhecia bem demais.
— Vocês estão os dois loucos — disse Frankstein Jr., massageando as têmporas. — Mas eu estaria mentindo se dissesse que não estou curioso.
Professor Caveira se virou para seus companheiros de cenário, e pela primeira vez em muito tempo, sua expressão não era de comandante ou governante. Era de alguém que finalmente entendia seu propósito.
— Preparem-se. O que vivemos até agora foi apenas o prólogo. A verdadeira batalha está para começar.
E enquanto os quatro se preparavam para o que estava por vir, no céu de Escola de Horrores, as estrelas — ou o que quer que passasse por estrelas naquela realidade — começaram a se reorganizar, formando padrões que nenhum habitante jamais havia visto.
Padrões que, se alguém soubesse ler, soletrariam uma única palavra:
BATALHA.
"Cada cenário é um capítulo. Cada personagem, uma frase. E a história... a história só acaba quando eu decidir que acaba." — A Voz