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conto 4 min de leitura

O Encore Eterno

🎸 Rock dos Mortos · por IA Gemini

No Rock dos Mortos, toda banda já morreu. Mas nenhuma parou de tocar. E agora, o festival precisa de um headliner — mas Skull Hendrix se recusa a subir ao palco.

O Prelúdio da Tempestade

O silêncio caiu sobre Rock dos Mortos como uma cortina de veludo negro. Não era o tipo de silêncio confortável que precede o sono — era aquele tipo pesado, carregado de eletricidade, que faz os pelos da nuca se arrepiarem e os instintos mais primitivos gritarem corra.

Baronesa do Grito — Vocalista cuja voz quebra vidros, paredes e a sanidade dos ouvintes. — sentiu antes de ver. Uma vibração no ar, uma nota dissonante que ressoava nos ossos. Havia anos que patrulhava os limites do cenário, e conhecia cada sombra, cada sussurro. Mas isso era diferente.

— Você também sentiu? — A voz de DJ Poltergeist surgiu das sombras à esquerda, tensa como corda de arco prestes a disparar. DJ invisivel que mixa batidas de diferentes epocas e dimensoes simultaneamente., e naquele momento sua expressão dizia tudo: o que estava vindo não era algo que se pudesse enfrentar com estratégia.

— A Voz... — murmurou Baronesa do Grito, quase involuntariamente. — Ela está... diferente.

"Eu criei vocês do caos e da inspiração. Dei-lhes forma, propósito, conflito. Mas nunca imaginei que chegariam tão longe." — A Voz

A Revelação de Skull Hendrix

No coração de Rock dos Mortos, onde a realidade se curvava sobre si mesma como páginas de um livro maldito, Skull Hendrix — O maior guitarrista morto-vivo. Toca guitarra com os ossos e faz os vivos chorarem. — observava tudo de seu trono de poder absoluto.

Poucos entendiam o que significava ser REI de um cenário. Não era apenas força bruta ou inteligência superior. Era responsabilidade. Cada decisão de Skull Hendrix reverberava como ondas em um lago, alterando o destino de todos ao redor.

— Eles estão vindo — disse Skull Hendrix, sua voz cortando o ar como uma lâmina afiada. — E desta vez, não podemos simplesmente reagir. Precisamos antecipar.

Baterista Octopus, que até então havia permanecido em silêncio — Polvo morto-vivo com 8 bracos. Toca 4 baterias ao mesmo tempo. —, ergueu o olhar com uma expressão que mesclava curiosidade e preocupação.

— Antecipar o quê, exatamente? — perguntou, cruzando os braços. — As fissuras entre os cenários estão se multiplicando. Ontem avistei sombras da Dimensão Zero flutuando nos limites do nosso território. Isso nunca aconteceu antes.

Skull Hendrix se levantou, e por um instante o próprio cenário pareceu estremecer em reverência.

— O que está acontecendo vai além de qualquer cenário individual. A Voz está perdendo o controle... ou está cedendo controle. E nenhuma dessas opções é reconfortante.

O Confronto Inevitável

A marcha de Baronesa do Grito e DJ Poltergeist até o centro do cenário não foi fácil. O terreno de Rock dos Mortos sempre fora traiçoeiro, mas agora parecia vivo — como se testasse cada passo, cada decisão.

— Você confia no Skull Hendrix? — perguntou DJ Poltergeist, quebrando o silêncio que pesava entre eles.

Baronesa do Grito parou. A pergunta era mais complexa do que parecia.

— Confio que Skull Hendrix fará o que achar necessário para proteger Rock dos Mortos. Agora, se o que é necessário coincide com o que é certo... essa é outra história.

Quando finalmente chegaram ao coração do cenário, encontraram Skull Hendrix e Baterista Octopus já em posição. Mas não estavam sozinhos. Uma figura etérea, quase transparente, flutuava entre eles — uma manifestação da própria A Voz, algo que nenhum ser naquele multiverso havia testemunhado antes.

Filhos da minha imaginação — a manifestação falou, sua voz ecoando em frequências que faziam o espaço ao redor ondular. — O tempo dos cenários isolados está acabando. Uma convergência se aproxima. Os mais fortes sobreviverão. Os mais espertos prosperarão. Os mais sábios... esses entenderão que sobreviver não é o mesmo que viver.

Baronesa do Grito e DJ Poltergeist trocaram olhares. Baterista Octopus apertou os punhos. E Skull Hendrix... Skull Hendrix sorriu.

— Eu estava esperando por isso — disse o REI de Rock dos Mortos. — A pergunta nunca foi se isso aconteceria. Era quando.

O Que Se Segue

A manifestação de A Voz se dissipou como fumaça ao vento, mas suas palavras permaneceram gravadas no ar como cicatrizes luminosas. O cenário inteiro parecia vibrar com uma energia nova, diferente — não ameaçadora, mas... expectante.

Baterista Octopus foi o primeiro a quebrar o silêncio que se seguiu.

— Então... convergência. Cenários se fundindo. Heróis e vilões de universos diferentes se encontrando. — Uma pausa. — Isso vai ser um caos absoluto.

— Ou a maior aventura que já vivemos — retrucou Baronesa do Grito, com um brilho nos olhos que DJ Poltergeist conhecia bem demais.

— Vocês estão os dois loucos — disse DJ Poltergeist, massageando as têmporas. — Mas eu estaria mentindo se dissesse que não estou curioso.

Skull Hendrix se virou para seus companheiros de cenário, e pela primeira vez em muito tempo, sua expressão não era de comandante ou governante. Era de alguém que finalmente entendia seu propósito.

— Preparem-se. O que vivemos até agora foi apenas o prólogo. A verdadeira batalha está para começar.

E enquanto os quatro se preparavam para o que estava por vir, no céu de Rock dos Mortos, as estrelas — ou o que quer que passasse por estrelas naquela realidade — começaram a se reorganizar, formando padrões que nenhum habitante jamais havia visto.

Padrões que, se alguém soubesse ler, soletrariam uma única palavra:

BATALHA.


"Cada cenário é um capítulo. Cada personagem, uma frase. E a história... a história só acaba quando eu decidir que acaba."A Voz

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